a noite é dos poetas das putas e dos que morrem de amor

"

você me deixa tonta
embriagada pela dor e o breu
anestesiada de fel e volúpia
escancarada e esquecida do meu eu

escaravelho da merda do destino de bar
perdida no mundo que é seu
a caixa de som continua a tocar
fodida e morrida do que me entorpeceu
você

— Você, Anna Moura.

Sobre um bar chamado Liberdade, onde tomei duas cervejas

objetomediocre:

Havia passado o primeiro dia sem ela. Andei pela rua e soube que não nos encontraríamos mais. Desci as escadas da Consolação e olhei para as paredes do metrô. Ela não estava lá. Voltei a mim. Ela não voltaria mais a me esperar naquele lugar. Nunca mais. Respirei fundo e sobrevivi.

Há um sorriso…

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